por Maria Carolina Buriti
24/08/2010
Prévia do Saúde Business Forum debateu as competências exigidas para o novo profissional com os participantes do encontro
As competências exigidas pelo novo líder na área de saúde passam pela gestão de pessoas, capacidade de inovação e adaptação às mudanças do setor. Essa é opinião do consultor de Ciências da Vida da Korn /Ferry , Rodrigo Ghidella Araújo. O executivo foi palestrante da Avant Première da 8ª edição do Saúde Business Forum, prévia do encontro com os principais líderes de saúde programado para 16 a 19 de setembro, na Praia do Forte, na Bahia.
Ao considerar os desafios pelo qual o setor de saúde passa, o consultor contextualizou o cenário onde está esse tomador de decisão, que é permeado por questões como: a globalização saúde: os impactos que vão ocorrer após a reforma no sistema; o aumento da perspectiva de vida e a maneira de lidar com a longevidade da população e as transformações no modelo de saúde.
Araújo explicou que essas questões serão tratadas por líderes cada vez mais jovens, tanto no que se refere à faixa etária dos executivos quanto a relação do tempo em que um decisor permanece no cargo. “É cada vez maior a freqüência, em países emergentes, de executivos com idade média de 23 que se reportam a chefes de 25 anos”. Ele também apresentou a questão sucessória como chave para as organizações a longo prazo. “ Cerca de 50% ou mais de gerentes e executivos se aposentarão nos próximos cinco ou sete anos e o tempo de permanência de lideranças no cargo é menor que três anos, abaixo do prazo necessário para a condução de um plano sucessório.
Habilidades
De acordo com Araújo, dentro das habilidades e competências do novo líder está a combinação de um executivo de alta performance e alto potencial, ele ressaltou que apesar de parecidos, os perfis são bem diferentes. Enquanto o primeiro caracteriza um profissional reconhecido como expert, um colaborador de difícil substituição e confiável, o segundo apresenta facilidade ao lidar com ambiguidades e complexidade das empresas, mas possui baixa tolerância com processos e pessoas. “ No fundo, nós precisamos da combinação dos dois tipos de profissionais”, comentou.
O executivo apresentou um estudo realizado com 365 executivos e intitulado “ CEO Vision 2009/2010” no qual as principais competências de um líder, para 86% dos entrevistados, é o entendimento de negócio. O segundo lugar é o foco no resultado com 62%. Já questionados sobre as características do futuro, a habilidade de lidar com mudanças é citada por 86% dos profissionais, em seguida está a comunicação efetiva com 84%. E é essa facilidade em lidar com o novo que estará presente nas decisões futuras, assim como a inovação.
Inovação
O conceito inovação fomentou o debate entre os presentes. Como identificar os profissionais com essa característica e retê-los? Como desenvolver pessoas com alta competência que têm dificuldades em aplicar o novo e como gerir esse processo? Foram algumas das indagações colocadas no debate. “É uma questão de processo mental para que cada um consiga identificar as reais oportunidades, não é ter um departamento estruturado para gerir o tema dentro da companhia”, explicou Araújo.
A inovação, segundo o consultor, é apenas um dos pontos a serem enfrentados pelos líderes e ela deve ser complementada pela gestão de pessoas, não na parte de conhecimento técnico, mas com foco no desenvolvimento de habilidades, e a capacidade de lidar com transformações do próprio setor como o processo de regulamentação, fusões e aquisições de empresas. “ A mudança é a regra, não a exceção. Só se consegue mudar com as outras duas “dimensões”, que são pessoas e a inovação”.
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